
Querido Pai Natal,
Eu sei que já não sou crainça, sei que é uma parvoice estar te a escrever uma carta, mas deixei o meu pensamento ser invadido por crenças infantis.
Sabendo que tu não existes, estar a escrever uma carta para ti é impossível, mas mesmo assim vou tentar, pode-se dar um milagre, nesta altura chamado, Milagre de Natal.
Como é óbvio deves tar a pensar que te escrevo dizendo que sou merecedora de muitas prendas pois ao longo do ano fui sempre uma boa menina. Não Pai Natal, não te posso mentir, seria muita falsidade do meu lado afirmar-te algo assim. A verdade é que este ano não foi dos melhores. Errei muito, fiz escolhas que me arrependo, desiludi-me, tentei e por vezes perdi. Há males que vêem por bem, e talvez no fim tudo me correu melhor.
Agora deves tar a achar que te vou contar a história da minha vida, todavia não o farei por duas razões. Primeiro iria me cansar e demoraria muito tempo, algo que não tenho e Segundo tu "observaste-me" ao longo do ano e sabes como foi.
Mas voltando ao que realmente importa, a poucos dias do tão esperado dia 24 de Dezembro de 2010, escrevo-te esta carta tão banal como todas as outras que recebes. Mas esta faz-me lembrar um pouquinho a minha infância, a altura em que acreditava em ti...
Como deves achar já não te vou pedir mil e uns brinquedos, mal muito sinceramente não sei a razão pela qual te escrevo. Sei que com esta idade já devia ter ganho juízo, deixar-me de de vontades infantis e focar-me no que realmente importa, mas isto fazia-me falta...
Acho que esta magia do Natal acabou e tu daqui a uns anos vais para a reforma, as crianças já não acreditam em ti.
Talvez um dos meus pedidos fosse que o Natal voltasse a ser igual ao da minha infância. Só que se tinha de mudar tanta coisa... e tu não tens poder suficiente para isso, apenas entregas presentes não realizas desejos.
Será que me podias trazer paz e felicidade? Com esses dois presente acho que 2011 tornava-se melhor e eu voltaria a escrever-te anualmente.
Acho que não te posso pedir mais nada, não quero o Natal assim como se transformou. Só queria um bilhete de ida para a minha infância :$
Não te incomodo mais, a minha carta é uma das mais longas que se calhar recebeste e no fim não diz nada de jeito. Mas apeteceu-me sentia saudades.
Um beijinho
Inês Barros
:P oh amor qi fofo *.* mas sabes que o pai natal existe! e é xunga ;D LOVE U
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